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27/06/2014 10h41

Alimentar a alma e cultivar o futuro

Orlando Müller Orlando Müller
Presidente da Sicredi RS/SC

A grande maioria dos alimentos que consumimos diariamente são cultivados, criados e processados pelas mãos de homens e mulheres de pequenas e médias propriedades. A agricultura familiar está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural e exerce um importante papel socioeconômico, ambiental e cultural. Estão presentes na produção agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aqüícola.

Há uma série de fatores que são fundamentais para o bom desenvolvimento da agricultura familiar, tais como: condições agroecológicas e as características territoriais; ambiente político; acesso aos mercados; o acesso à terra e aos recursos naturais; acesso à tecnologia e serviços de extensão; o acesso ao financiamento; condições demográficas, econômicas e socioculturais; disponibilidade de educação especializada; entre outros.

A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura)afirma que a agricultura familiar é uma das principais atividades geradoras de novas fontes de trabalho na América Latina e Caribe. Na América do Sul, a participação da atividade nos empregos agrícolas é significativa, oscilando nos países analisados entre 53% na Argentina e 77% no Brasil, por exemplo.

De acordo com a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), apesar da desaceleração agrícola da região ocorrida em 2013, para 2014 se espera condições econômicas que possam promover o crescimento econômico e agrícola regional.

A partir de 2014, a produção e as exportações agrícolas tendem a receber um impulso por conta da projeção de recuperação da demanda global, que por sua vez será incentivada pelo crescimento dos países em desenvolvimento e pela expansão da classe média nesses países.

Porém, a FAO alerta que na próxima década os preços agrícolas vão cair em termos reais, de modo que devem ser tomadas medidas para aumentar o investimento, a produtividade e a eficiência da agricultura. Dessa forma, o setor pode conseguir enfrentar da melhor maneira os riscos climáticos e econômicos que têm efeitos mais duradouros sobre os preços.

Hoje, no Brasil, 70% dos alimentos que chegam as mesas é produzido pela Agricultura Familiar. O segmento é um diferencial estratégico para o crescimento da competitividade do Brasil.

Por essas razões, o fato da ONU ter instituído 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, é mais do que uma prerrogativa é uma justa homenagem àqueles que nos alimentam. Este ano são os homens e mulheres que fazem da terra sua vida que irão alimentar suas almas e cultivar o futuro.

 

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